quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ANO NOVO, VELHOS HÁBITOS: O ESTRESSE

São Paulo, 19000 novos veículos emplacados ao mês, em torno de seis milhões é sua frota. Por detrás de cada motorista, um ser estressado, todos ansiosos, todos atrasados, muitos deprimidos. Somam-se a esse quadro, as chuvas que prenunciam alagamentos e as atividades de final de ano que aumentam o nível de loucura a que é submetido o paulistano, colocando em xeque a máxima de que o brasileiro é cordial. O que vemos, ao menos no trânsito, é uma guerra por espaço, por AUTO-afirmação. Quando esses níveis de desequilíbrio atingem as relações humanas fora do trânsito, de fato temos sérios problemas.
Ansiedade, estresse, depressão. A tríade infernal da patologia moderna que corrói o indivíduo e as relações sociais. Particularmente, alunos e professores sofrem, como todos, tais pressões, porém com o agravante do final de semestre/ano com provas, médias, trabalhos, reclamações, choros e “tome gravata” (Vinicius de Moraes), o que faz da docência, uma das profissões mais desgastantes no ranking do estresse.
Esse quadro, bastante conhecido, é uma realidade difícil de ser transformada em algo mais saudável. Alguém possui alguma sugestão? O humor é uma excelente arma contra essa ditadura do mau humor e rancor, o problema é que quando alguém está com altos níveis dessa doença, o humor é visto e sentido como agressão, causando mais violência.

“Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.”
(Vinicius de Moraes)

Bom final de semestre/ano a todos.

7 comentários:

  1. A questão principal é que tudo fica difícil quando nos colocamos na posição de vítimas. Se eu quiser ficar inerte e criar uma barreira contra o mau humor alheio vou conseguir, basta que deseje profundo não me contaminar. Por outro lado é bem mais fácil criticar, reclamar, xingar... Enfim, depende de nós atribuir essa doença para nosso corpo físico e prejudicar nossas relações ainda necessárias com o ser humano.

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  2. Eu ouvi falar que a esperança é a última que morre. Com esperança é certo que vivemos melhor.
    =)

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  3. Oi professor, eu também estudei na Escola de Sociologia e Politica. Adorei seu blog, visitarei sempre.

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  4. Como assim não vamos falar do Rio??? o.O

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  5. Ah... tb queria saber sua opinião sobre o que acontece no Rio...

    Esse foi o último post?

    Professor, adorei descobrir seu blog neste ano.
    Feliz final de ano para vc também, e até 2011, se vc não aparecer mais por aqui em 2010!
    ;)

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  6. vivemos na época do Império da Estética, do Ego, do Orgulho, da Competição, da Pulsão de Morte, dos Estilo de Vida...
    A cultura ocidental culmina agora em sua total contradição (algo que se torna nítido cada vez mais...). Enquanto nos submetermos a tais condições (ou seja, a esse narcisismo generalizante), continuaremos tendo que conviver com os mesmos problemas sociais, políticos, econômicos e ambientais.

    Como diz um autor muito influente na crítica da pós-modernidade: "a identidade é insustentável: é a morte, porque fracassa em inscrever sua própria morte". Afirmação que me faz entender a cultura ocidental como Insustentabilidade Totalitária.

    ....viver em função de imagens, de gostos, de identidades, de atribuição de valor a tudo, de tratar o ser humano como objeto, julgando o indivíduo de todas as formas (desde as mais "bricalhonas", até as mais inquisidoras)... tudo isso é insustentável e decadente...

    precisamos abrir os olhos a algo que tem sido negligenciado há séculos...

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  7. Isso é viver, cada um deve escolher o que é melhor para si, as dificuldades estão aí e temos que superá-las, você pode sentar e chorar ou levantar e fazer algo diferente.
    Sorria mais e evite rugas!!!

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